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:: 29 Janeiro 2013 :: 03h46

Hydeia Broadbent

Jovane Nunes para o Correio Braziliense

No último domingo, assisti a um documentário na ESPN que me emocionou e que recomendo muito. Trata-se de O Anúncio, filme que conta a história da luta de Magic Johnson, um dos maiores atletas de todos os tempos, contra a Aids. Em outubro de 1991, Magic preparava-se para mais um campeonato da NBA, a liga de basquete americano, quando, no exame para fazer um seguro da temporada, descobriu que era portador do vírus HIV.

Em 1991, receber um diagnóstico de portador do vírus da Aids era o mesmo que receber uma sentença de morte. Magic, quando soube da notícia, foi para casa como um morto-vivo, envergonhado, contar o fim do mundo à sua esposa, que estava grávida. Ambos fizeram novos exames e, durante 10 dias — que pareceram 100 —, eles esperaram os resultados. A primeira vitória de Magic contra sua morte iminente veio com o resultado dos testes. Sua esposa, Cookie, não tinha o vírus, seu filho nasceria sem ser portador.

Ao saber disso, Magic Johnson reuniu seus colegas do Los Angeles Lakers no vestiário e contou-lhes tudo. Fez o mesmo numa coletiva de imprensa. Ali, frente aos microfones do mundo, Magic, amedrontado, anunciou a aposentadoria. Disse que tinha o vírus, mas que iria lutar contra ele e derrotá-lo.

Como a vida é interessante. Numa hora dessas o ditado “Deus escreve certo por linhas tortas” faz todo o sentido. A tragédia de Magic Johnson foi uma benção para todos nós. Ele tornou-se o rosto que a Aids precisava ter. Naquela hora, o mundo viu que um ídolo tinha HIV, que um hétero tinha HIV. Vale lembrar que, à época, a Aids crescia cercada por ignorância, medo, preconceito e desdém. Muitos diziam tolices cruéis, como a de que aquela doença havia sido mandada por Deus para limpar o mundo dos gays e depravados.

No começo da década de 1990, Magic começou sua luta contra a homofobia, a desinformação e o vírus que se alastrava pelo mundo. Num programa de tevê, uma menininha de 7 anos, portadora do vírus HIV, que de depravada não tinha nada, disse, chorando, que a única coisa que ela queria era que todos a tratassem como uma pessoa normal. Aquela criança salvou a vida de Magic Johnson e de tantos outros. Magic, emocionado, segurou a mão da menininha e disse “você não precisa chorar, nós somos pessoas normais”.

Magic foi às ruas, mobilizou a mídia, arrecadou dinheiro para pesquisas e pediu ao presidente dos Estados Unidos que lutasse contra a Aids. Logo depois, rompeu com George Bush Pai, que só queria saber da guerra do Golfo. Magic Johnson seguia uma rotina de ginástica e alimentação balanceada, à época, os únicos remédios contra o vírus. Treinava sozinho e começava a ficar triste, sentia falta dos jogos e dos amigos. Pat Riley, o maior treinador de basquete de todos os tempos, ligou para Magic e disse “traga o seu material e venha treinar comigo”.

Magic estava suado depois do treino, Pat lhe deu um forte e longo abraço provando que abraço não transmite Aids. Pat Riley salvou a vida de Magic Johnson e de tantos outros. Magic voltou a jogar e foi campeão olímpico com o Dream Team em 1992. As pesquisas continuaram, os cientistas criaram o AZT e o coquetel antiaids. Os cientistas salvaram a vida de Magic Johnson e de tantos outros. Magic e outros heróis continuam lutando contra a Aids, inclusive a menininha que chorou na TV. Ela está viva, tem 27 anos e leva uma vida normal. O seu nome é Hydeia Broadbent.


:: 04 Dezembro 2012 :: 09h48

COLUNA JOVANE NUNES Que avalanche!

Sábado, o Grêmio inaugura uma nova fase em sua longa história. Abrirá as portas do seu novo e moderníssimo estádio para a torcida e para um futuro que, com certeza, será cheio de glórias. Não tenho dúvidas que em cinco anos o Grêmio será o clube mais poderoso do futebol brasileiro. A arena, bem localizada, perto do aeroporto de Porto Alegre, será para o tricolor gaúcho uma fábrica de dinheiro. São 60 mil lugares que estarão sempre ocupados. O Grêmio vai faturar com shows, lojas, restaurantes e, principalmente, os seus jogos.

Na despedida do antigo estádio, o Olímpico, o que não faltou foram lágrimas que desceram pelos rostos sempre lindos das gaúchas e até pelas mais tradicionais e atávicas barbas dos gaúchos. Lágrimas de alegria, saudade e orgulho. Orgulho talvez seja a palavra mais adequada para expressar o sentimento daquela união de pessoas, naquele ritual. Incrível como o futebol nos faz cívicos. Celebrou-se ali as tradições que passam de pais para filhos, a irmandade tricolor, a família gremista, o amor pelo Rio Grande do Sul. Houve uma liturgia, metade do Rio grande referenciou o antigo palco como se fosse um altar, uma catedral. Até quem não é gremista, como eu, se emocionou, menos os colorados, céticos e contentes por não perderem o último e histórico jogo no velho estádio. Quando o juiz apitou o fim do Olímpico, nenhum tricolor arredou o pé. Mulheres, crianças e homens fizeram a última avalanche nas velhas arquibancadas e ficaram ali esperando o sinal de Moisés para que partissem em caminhada pelas ruas de Porto Alegre até a terra prometida, o novo estádio. Um deles gritou “até a pé nós iremos”. E foram.

De volta ao passado

Quando Felipão foi chamado pela primeira vez para comandar a Seleção, ele representava o novo. Fazia uma grande campanha pelo Cruzeiro, era pedido pela imprensa e torcida. Entrou para salvar um time em crise e conseguiu. Hoje, é chamado pela segunda vez. Agora, representa o velho e vem de uma campanha que resultou o rebaixamento do Palmeiras. Pode ser que ganhe todos os jogos daqui para frente, mas, vendo as suas últimas partidas, o mais provável é que as perca.

Perdemos a chance de dar um passo à frente. Deveríamos ter chamado o Guardiola, ex-técnico do Barcelona. O Barça é o que de melhor há no futebol de hoje. O sujeito que toma conta da CBF, José Maria Marin ou “Zé das Medalhas”, disse que não precisamos de estrangeiros. Ora, tudo que precisamos é de um gringo que nos ensine a tocar a bola, que nos ensine a reclamar menos do juiz, que nos ensine a não fingir faltas e pênaltis. Precisamos urgentemente de um estrangeiro que nos faça esquecer esse maldito “jeitinho brasileiro”.

Para piorar, Felipão disse, em sua primeira entrevista, que os funcionários do Banco do Brasil não trabalham. Minha irmã trabalhou no BB, vivia estressada, não dormia nem comia direito por conta do tanto de trabalho e responsabilidades. Certo dia, uns assaltantes entraram na agência, mataram o vigia e colocaram uma arma na cabeça dela. Levaram todo o dinheiro e ficou por isso mesmo. No outro dia, ela estava lá trabalhando de novo. Nas poucas horas vagas que tinha, estudava. Graças ao seu esforço, passou no concurso do MPU e saiu do banco. O marido dela continua lá, lutando todos os dias para que o Banco do Brasil e o país prosperem. Felipão não deveria ser técnico da Seleção. Minha irmã, ex-caixa da agência central de Taguatinga, é que deveria ser.


:: 30 Outubro 2012 :: 18h13

nesta semana!


:: 23 Outubro 2012 :: 00h42

nesta semana!


:: 17 Outubro 2012 :: 20h02

Nesta semana!


:: 10 Outubro 2012 :: 12h53

Dia 19 de outubro em Brasília


:: 02 Outubro 2012 :: 12h55

Nesta semana, RIO!


:: 25 Setembro 2012 :: 08h07

Nesta semana em Brasília, Hermanoteu!


:: 20 Setembro 2012 :: 19h56

visite =)


:: 18 Setembro 2012 :: 20h09

nesta semana


:: 27 Agosto 2012 :: 20h03
Welder Rodrigues


:: 22 Agosto 2012 :: 17h00
Welder Rodrigues


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